Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção não está protegida em unidades de conservação (UCs) federais e correm o risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado hoje (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O “Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em UCs Federais” detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em UCs em todo o território nacional e no bioma marinho.
A meta brasileira, assumida na Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos.Entre os animais ameaçados identificados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear.
O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga,das 43 espécies ameaçadas de extinção, 41 estão em UCs.
O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, aponta que o levantamento orientará a gestão das unidades e ajudará a identificar os problemas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”. Desde 2003, foram criadas 70 Unidades de Conservação, com área total de 26 milhões de hectares. Ao todo,o Brasil conta agora com 304 unidades, o equivalente a 76,5 milhões de hectares.
Fonte: Brasília Confidencial